Home Cidades Grupo de advogados de MS lidera projeto de emenda para extinção do STF

Grupo de advogados de MS lidera projeto de emenda para extinção do STF

by Redação

Por: CGNews/Redação

Da esquerda para direita: André Borges, Claudionor Duarte, Carlos Marques, Vladimir Rossi e José Wanderley. (Foto: Divulgação)

A Advi (Associação dos Advogados Independentes) lidera projeto para apresentação de emenda constitucional com o objetivo de extinguir o atual STF (Supremo Tribunal Federal) e colocar seus ministros em regime de disponibilidade.

Neste projeto, o Supremo seria substituído por uma Corte Constitucional, que terá competência única de zelar pela Constituição.

Também serão apresentados critérios objetivos para preenchimento dos cargos, com limite maior de idade mínima e sessão pública, aberta à sociedade civil, para a sabatina.

A deliberação foi tomada na manhã desta quinta-feira (dia 17). A comissão é formada pelos advogados Claudionor Miguel Abss Duarte (desembargador aposentado), José Wanderley Bezerra Alves, Vladimir Rossi Lourenço, Carlos Marques e André Borges. Claudionor, Rossi e Marques foram presidentes da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). José Wanderley foi PGE (Procurador-Geral do Estado).

“Acreditam os membros da comissão ser intolerável a atual situação do STF, exigindo de todos os brasileiros, em especial do Congresso Nacional, urgente alteração do que está completamente errado”, informa nota divulgada à imprensa.
Grupo de advogados de MS lidera projeto de emenda para extinção do STF
Da esquerda para direita: André Borges, Claudionor Duarte, Carlos Marques, Vladimir Rossi e José Wanderley. (Foto: Divulgação)

A associação vai apresentar o projeto a parlamentar, a quem cabe levar a proposta adiante no Congresso Nacional.

“A República está envergonhada e chorando pela situação lamentável da atual composição do STF. São 135 anos de história construída com seriedade jogada no lixo. Os brasileiros estão horrorizados com o que assistiram na terça-feira. Algo precisa ser feito. Ideia é fazer cumprir a Constituição no que ela tem de melhor: uma Corte nova, técnica e transparente, que se limite a aplicar a Constituição, nada além disso”, afirma André Borges.

Segundo Carlos Marques, há muito tempo se defende a ideia de que o Supremo deveria ser uma corte, eminentemente, constitucional.

“O Supremo hoje legisla descaradamente e atua em todos os setores. Ele tem uma atribuição absolutamente aberta e interminável. Mas não é só em decorrência do excesso de atribuição, mas do envolvimento gravíssimo dos ministros com toda essa corrupção. É gravíssima a situação do Supremo. Nós vimos uma batalha de gangster dentro do STF, uma coisa horrorosa. Se isola o Supremo e cria-se a Corte Constitucional”, diz Marques.

Segundo o advogado, não tem cabimento o ministro Alexandre Moraes votar no próprio caso.

Crise no Supremo – O STF está no centro de uma crise provocada pelo Caso do Banco Master e vivencia uma guerra interna entre os ministros. Na terça-feira (dia 15), começou o julgamento de duas petições relacionadas ao escândalo.

A primeira surgiu de relatório produzido pela PF (Polícia Federal) com informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e aponta supostos diálogos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu que esse relatório seja considerado nulo.

A segunda petição foi aberta a partir de informações apresentadas por Moraes. Segundo o STF, o procedimento se baseia em relatório de inteligência da PF que sugere irregularidades na condução do Caso Master pelo ministro André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a discussão.

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