Por: CGNews/Redação
SEgundo veterinária lírios são perigo extremo para gatos (Foto: Inteligência artificial).
Quem convive com gatos sabe que basta comprar uma planta para os bichinhos se sentirem tentados a mastigar ou destruir tudo. Enfeitar a casa com flores e espécies bonitas de fato deixa o ambiente mais charmoso, mas será que todas são seguras para cães e gatos, especialmente para os felinos? E pior, como fazer eles pararem de comê-las
A médica veterinária Patrícia Matos, especialista em pequenos animais e pós-graduanda em medicina felina, explica que não! Há perigos que muitos não sabem sobre as inofensivas “plantinhas”.
Ela conta que as piores plantas tóxicas, tanto para cães quanto para gatos, são os lírios, que podem levar a problemas renais graves e causar vômitos e diarreias em cães. A lista das espécies proibidas não é curta, mas ela cita alguns mais famosos como antúrios, kalanchoe ou flor-da-fortuna, espada-de-são-jorge, copo-de-leite, hortênsia, azaleia, tulipas e narcisos.
“A mamona também é extremamente tóxica e pode levar a convulsões e até à morte.
O leandro, a costela-de-adão e o cróton também são extremamente tóxicos” explica a médica da clínica Bourgelat.
No caso específico dos lírios, o perigo é extremo para gatos, pois até mesmo o contato com o pólen pode levar a uma insuficiência renal aguda em 24 a 72 horas, com risco real de morte. Patrícia reforça que, ao menor sinal de ingestão, o animal deve ser levado imediatamente ao veterinário.
“Normalmente, nos casos de intoxicação por planta, quando chegam, o proprietário não sabe com o que o animal entrou em contato ou qual planta era. Dificilmente eles chegam aqui falando que viram o animal comendo tal coisa, mas, normalmente, quando eles sabem, são plantas ornamentais que as pessoas têm em casa. Então essas, normalmente, são as mais comuns de serem tóxicas.”
Ela acrescenta que muita gente acha que algumas espécies são tóxicas e não são. Entre elas estão areca, bambu-palmeira, ráfis, maranta, calatéia, orquídeas, fitônias e samambaia-de-boston. “Essas são as mais comuns, assim, que as pessoas podem achar que são tóxicas, mas não são. As suculentas, que as pessoas têm muito, também não são.”
Mas afinal, como fazer meu gato parar de comer plantas?
Algumas estratégias podem reduzir o interesse dos felinos pelas plantas e evitar acidentes. Patrícia explica que a primeira coisa a ser feita é oferecer alternativas seguras, como catnip, graminhas de gato (aveia, trigo, milho-pipoca) e hortelã, que podem ser cultivadas e deixadas à disposição.
Quem gosta das plantas que são inapropriadas para os pets não precisa se desfazer delas, basta garantir que eles não tenham acesso. Pendurá-las em locais inacessíveis ou usar barreiras físicas, como telas e suportes são algumas das opções. O terceiro passo é redirecionar o comportamento do gato, usando reforço positivos.
“Evite punições, que podem gerar estresse, e redirecione os felinos através de petiscos e carinho para que eles percam o interesse em plantinhas às quais não podem ter acesso.”
Os sinais de intoxicação por plantas nos pets incluem salivação em excesso, vômitos, diarreia, irritação na boca, apatia, tremores, dificuldade para respirar ou andar, além de alterações na urina.
Caso desconfie, o ideal é levá-lo imediatamente ao veterinário e, se possível, mostrar a planta ingerida. É importante nunca medicá-lo por conta própria nem provocar vômito sem orientação profissional, já que isso pode agravar o quadro.