Por: CGNews/Redação

Em um cruzamento do Bairro Coophafé, em Campo Grande, dois imóveis com placas de “aluga-se” (Foto: Osmar Veiga).
O aluguel se consolidou como a segunda maior forma de moradia em Mato Grosso do Sul, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira (22). Dos 1 milhão de domicílios particulares permanentes no Estado, 26,4% (270 mil) estão alugados, número que só fica atrás dos próprios já pagos, que somam 51,6%.
Esse levantamento mostra que os imóveis próprios ainda em financiamento representam 9,8% do total, enquanto 11,8% das residências são cedidas e 0,4% estão em outras condições, como invasões.
Apesar do avanço dos aluguéis, a única categoria que registrou crescimento de 2023 para 2024 foi a dos imóveis já quitados, com alta de 2,7%, o que representa 29 mil novos. A modalidade cedida caiu 1,6%, com 16 mil casos a menos.
Nos últimos oito anos, a tendência também chama atenção: o número de casas alugadas saltou de 175 mil em 2016 para 270 mil em 2024, uma alta de 54,3%. No mesmo período, os imóveis quitados perderam espaço, recuando de 59,4% para 51,6% do total.
Impacto no bolso – Enquanto aumenta a fatia de famílias que vivem de aluguel, os preços seguem em alta, especialmente na Capital. O Índice FipeZAP mostrou que, em Campo Grande, o valor médio do metro quadrado atingiu R$ 37,39 em junho, após alta de 0,42% no mês. No acumulado de 2025, a valorização já chega a 12,69%.
Entre os bairros mais representativos, o Tiradentes liderou as altas dos últimos 12 meses, com avanço de 33,2%, chegando a R$ 34,20/m². Também tiveram valorização São Francisco (R$ 35,40/m², +5,4%) e Jardim dos Estados (R$ 91,00/m², estável). Outros bairros, como Pioneiros e Rita Vieira, registraram queda ou estabilidade nos preços.