Após 15 anos, alunos de internato fazem encontro que virou tradição

Por: CGNews/Redação

Turma de 2005 faz questão de se encontar todos os anos (Foto: Arquivo pessoal).

Em 2005, 42 jovens se despediram dos corredores de uma fazenda escola com diploma na mão. Longe dos pais, vivendo em regime de internato, eles se apoiavam uns nos outros para melhorar a rotina. Em pouco tempo, os colegas viraram família. Quase duas décadas depois, parte dessa turma se reúne todos os anos para reviver abraços, risadas e colocar a fofoca em dia.

A tradição começou há cinco anos e já virou compromisso no calendário, coisa quase ‘sagrada’. Ao todo, são dois dias de festa. Com o passar dos anos, o número de participantes caiu, mas 20 ex-alunos e mais de 40 filhos participaram do encontro deste ano. Dos 42, 34 pessoas ainda resistem no grupo da sala.

Compromisso é feito desde 2005, quando amigos resolveram voltar a se ver (Foto: Arquivo pessoal).

“Éramos muito unidos, porque vivíamos longe da família. A escola era internato, só voltávamos para casa nos feriados. Hoje, muitos estão espalhados pelo Brasil. Então, após formados, resolvemos nos encontrar uma vez por ano para marcar a saudade. Era uma união muito bonita que até hoje tentamos manter.” Conta a professora Andreia Rezende, de 37 anos. Ela acrescenta que os que ficaram tentam preservar o elo assim.

Para ela todos momentos foram muitos marcantes, mas o que foi mais especial foi o aprendizado na escola agrícola que fica a 250 km de Campo Grande. Desde 1986 ela funciona desse jeito.

“A gente tinha aulas práticas no campo, desde trabalhar com horta, suíno, aves, gado, na indústria com alimentos, então esse tipo de aprendizado fez com que vários alunos saíssem já empregados, foi o meu caso sai com 18 anos e fui trabalhar na escola agrícola de Campo Grande como técnica em agropecuária”.

O topógrafo e brigadista Josiel de Souza Polidorio completa que, nesses momentos, eles relembram tempos bons na escola. “Era ruim, pois ficávamos longe da família, e com essa amizade a gente tinha conforto. Hoje o encontro é bom para rever os amigos e manter essa amizade.” A secretária Noêmia Amorim Ribeiro reforça que todos são amigos que viraram família. “Manter esse encontro é importante para não perdermos isso.”

Ao todo 42 pessoas se formaram, mas 36 seguem no grupo (Foto: Arquivo pessoal).

Ronaldo Araújo Marques, de 37 anos, é engenheiro agrônomo. Para ele, reviver os momentos em que as risadas eram maiores que os medos é voltar, de fato, no tempo. “É momento para rever amigos, reviver as lembranças. A gente tem contato dos filhos com os filhos dos amigos. A esperança é que o encontro se mantenha por mais tempo, independentemente de quantas pessoas participem.”.

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