Por: Idest/Redação

(Arquivo Idest)
Os municípios da região norte de Mato Grosso do Sul, entre eles São Gabriel do Oeste, registram avanço nas atividades da safra 2025/2026, com a colheita da soja em andamento e o plantio do milho segunda safra ganhando ritmo. Dados do Projeto SIGA-MS, divulgados em boletim nesta terça-feira (3), indicam que 86,3% das lavouras da região estão em boas condições, enquanto a colheita da soja já alcança 24,7% da área acompanhada.
Lavouras apresentam maioria em boas condições
O levantamento técnico realizado pela Aprosoja/MS aponta que a maioria das lavouras de soja da região norte apresenta bom desenvolvimento no atual estágio da safra.
A área acompanhada inclui municípios como Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Camapuã, Bandeirantes, Rio Negro, Corguinho, Rochedo e Jaraguari.
Na região, 86,3% das áreas são classificadas como boas, enquanto 6,7% estão em condição regular e 7% enfrentam problemas, principalmente relacionados à textura arenosa do solo, períodos de estiagem e incidência de pragas.
Colheita da soja segue em ritmo gradual
Mesmo com desafios climáticos registrados ao longo da safra, a colheita da soja segue avançando em Mato Grosso do Sul. Até 27 de fevereiro, a área colhida acompanhada pelo Projeto SIGA-MS chegou a 43,9% no Estado, o equivalente a cerca de 2,104 milhões de hectares.
Plantio do milho segunda safra avança
Paralelamente à colheita da soja, os produtores também seguem com o plantio do milho segunda safra. Na região norte do Estado, o plantio já alcançou 42,9% da área acompanhada, enquanto o índice estadual chega a 45,8%, representando aproximadamente 1,010 milhão de hectares semeados.
O levantamento aponta que a região sul lidera o plantio, com 48% da área implantada, seguida pela região norte, e pela região centro, com 39,8%.
Condições climáticas influenciaram a safra
Segundo a Aprosoja/MS, após um cenário considerado positivo em dezembro de 2025, quando mais de 75% das lavouras estavam em boas condições, os meses de janeiro e fevereiro registraram agravamento das condições climáticas.
A estiagem associada às altas temperaturas comprometeu o desenvolvimento das plantas em algumas regiões do Estado, especialmente no sul, onde levantamentos indicam que mais de 640 mil hectares foram impactados por períodos prolongados sem chuva.