Por: Idest/Redação

(Tatiane Queiroz/G1 MS)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) prorrogou até janeiro de 2026 a permanência da Força Nacional de Segurança Pública no Mato Grosso do Sul. A decisão, formalizada pela Portaria nº 1.045 e publicada em 18 de outubro, ocorre após o término do mandato anterior em outubro de 2025 e busca reforçar a segurança em aldeias indígenas e regiões de fronteira, diante do aumento de conflitos fundiários.
Operação conjunta e áreas de atuação
De acordo com o MJSP, a operação será realizada em articulação com órgãos estaduais de segurança e com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A Polícia Federal ficará responsável por oferecer apoio logístico à tropa. A presença da Força Nacional será concentrada em áreas de fronteira com Paraguai e Bolívia, além de territórios indígenas onde há registros de conflitos fundiários, especialmente envolvendo as comunidades Guarani e Kaiowá.
Motivações para a prorrogação
A medida foi motivada por episódios recentes de conflitos entre produtores rurais e comunidades indígenas, além de denúncias de arrendamento ilegal de terras e uso irregular de agrotóxicos em áreas indígenas. O MJSP destacou práticas de pulverização irregular de agrotóxicos em Yvy Katu, que têm impacto sobre a saúde, a água e a produção alimentar nas aldeias.
Reforço após confrontos e retomadas
A solicitação de reforço foi feita após retomadas recentes em Terras Indígenas como Guyraroká, Passo Piraju e Avaeté II, bem como em razão do acirramento de disputas em tekoha Kurusu Amba IV – Xurite Amba e na Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica. A prorrogação da presença da Força Nacional já havia sido adotada em julho deste ano, devido à recorrência dos conflitos fundiários na região.