Por: Dourados Agora/Redação
Casarão é consumido por chamas. Foto: Lucas Allan/Rio Brilhante em Tempo Real
Um incêndio de grandes proporções destruiu, na tarde deste sábado (7), um sobrado histórico localizado na esquina das ruas Manoel Bento e Expedicionário Hugo Gonçalves, na região central de Rio Brilhante. O fogo se espalhou rapidamente pelo telhado, produzindo uma intensa coluna de fumaça que pôde ser vista de diferentes pontos da cidade, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros, servidores da prefeitura e comovendo a população.
Nas redes sociais, moradores lamentaram profundamente a perda do imóvel, que para muitos era um verdadeiro patrimônio histórico e afetivo. “Para mim era um cartão postal”, escreveu uma moradora. Outra usuária destacou: “Que dó, uma casa histórica de Rio Brilhante”. Uma internauta chegou a comentar que, apaixonada por arquitetura colonial, havia fotografado o imóvel poucos dias antes do incêndio.
O sobrado, pintado à tinta óleo na cor laranja vibrante, sempre chamou atenção pela beleza da arquitetura colonial, contrastando com o modernismo ao redor, marcado por fachadas retas e tons sóbrios. Por esse motivo, era carinhosamente apelidado por crianças da região como a “casa do Papai Noel”.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o incêndio teve início na parte superior do imóvel, que ficou severamente danificada. A utilização de tinta à óleo contribuiu para a rápida propagação das chamas, que comprometeram o telhado e o primeiro piso. Há expectativa de que o térreo tenha sofrido menos danos, mas um engenheiro será acionado para avaliar a estrutura e determinar as condições do prédio.
O sobrado pertence ao casal de idosos Remi e Irma Pivetta, que foram acolhidos pelos filhos e não sofreram ferimentos. Remi, conhecido na cidade por sua ligação com a cultura e o esporte, é autor do livro “A Vida em Versos”, obra que revela sua essência tradicionalista e paixão pela bocha. Durante décadas, o imóvel serviu como ponto de encontro de amigos para noites de baralho, bocha e confraternizações, o que o tornou ainda mais emblemático para a comunidade.
“Seu Remi desde criança sonhava em ter um chalé. E que lindo era o chalé que ele construiu com tanto amor. Que triste”, lamentou uma moradora.