Por: CGNews/Redação

Ipê rosa exótico no Parque dos Poderes, em Campo Grande. (Foto: Direto das Ruas).
Com um rosa mais pálido, se comparado aos nativos do Cerrado, a versão estrangeira da árvore, o ipê rosa de El Salvador, também colore Campo Grande neste Inverno.
“Esse é o pentaphylla, a espécie exótica. E estão bonitos e florescendo dentro da janela normal. Alguns já florescendo pela segunda vez. Com as frentes frias, estamos tendo a oportunidade de ver todas as espécies estimuladas a florescer, até simultaneamente. Tem o amarelo, de duas, três espécies diferentes. Tem o branco, com alguns indivíduos mantendo a florada. Possivelmente, se entrarem novas frentes frias, o ipê branco pode florescer novamente lá por outubro. Está bonita a cidade”, afirma o biólogo José Milton Longo
Contudo, o plantio da espécie exótica já é contraindicado em Campo Grande. O motivo é um fungo transmissível aos ipês nativos do Cerrado.
Dentre as doenças registradas na arborização urbana da cidade Grande, está o declínio do ipê rosa. “Esta doença acomete Tabebuia rosea, espécie exótica, e se inicia com tumores, galhas aéreas e superbrotamento, os quais reduzem o valor ornamental desta planta”. Ela definha e pode morrer.
Das 175 mil árvores que se espalham pelas calçadas de Campo Grande, a maioria é o oiti, que totaliza 27,6%. As outras espécies com mais árvores na Capital são: figueira (5,7%), murta-de-cheiro (4,4%), ipê rosa (3,7%) e sibipiruna (3,7%).